Idosos e a saúde bucal

– Como é a saúde bucal do idoso?
No nosso país, infelizmente, mais de 60% dos idosos são desdentados (sem nenhum dente na boca) e utilizam próteses totais (dentaduras) ou parciais (pontes). Essas próteses diminuem a capacidade de mastigação (eficiência mastigatória), muitas vezes comprometendo a saúde do idoso. Se o alimento não é bem triturado, todo o processo digestivo fica comprometido, podendo ocorrer doenças estomacais, biliares e renais, além de haver uma absorção diminuída dos nutrientes dos alimentos pelo intestino. Com uma saúde bucal comprometida, o nível nutricional e o bem estar físico e mental ficam prejudicados.
Pacientes que utilizam próteses soltas, sem estabilidade e que machucam devem trocá-las por próteses novas para que não haja maior comprometimento da sua saúde.

– Quais alterações ocorrem na boca do idoso?
A mucosa fica mais frágil e sensível; a gengiva apresenta-se mais retraída com exposição da raiz do dente; os dentes mais escurecidos e existe maior susceptibilidade a doenças gengivais. A xerostomia (diminuição da quantidade de saliva) também é bastante comum na boca do idoso, por ser essa o efeito colateral de muitos remédios.

– Com que freqüência o idoso deve freqüentar o dentista?
As visitas devem ser a cada 6 meses. Idosos portadores de próteses e implantes e/ou com dificuldade de higienização devem freqüentar o dentista em intervalos menores.

Fernanda Paixão Malufe é Cirurgiã-Dentista formada pela Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP; Especialista em Prótese Dental; Mestre e Doutora em Clínica Odontológica área de Prótese Dental pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP; Pesquisadora Colaboradora da UNICAMP; Professora do Curso de Graduação e Pós-Graduação da UNIP/Campinas.

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