– O que é Endocardite Infecciosa?
É uma doença grave resultante da invasão de microorganismos (bactérias – destacando-se as bactérias dos grupos dos estreptococos e estafilococos) no endocárdio (coração).
– Qual a relação da boca/dentes com a Endocardite Infecciosa?
A cavidade bucal é um órgão riquíssimo em diversos microorganismos, dentre eles, os estreptococos e os estafilococos. Cáries profundas, gengivas inflamadas, restos radiculares, abscessos, próteses mal adaptadas e qualquer procedimento que provoque sangramento funcionam como “portas de entrada” para a penetração dos microorganismos da cavidade bucal na corrente sanguínea. Havendo bacteremia (presença de bactérias no sangue), pode ocorrer instalação das bactérias no coração e dessa forma desencadear a Endocardite Infecciosa.
– Qual a forma de prevenção?
Métodos que promovam a saúde bucal diminuem o risco de bacteremia e consequentemente da Endocardite e devem ser empregados para toda a população. Para o grupo de alto risco (portadores de próteses valvulares, shunts ou condutos sistêmico-pulmonares; histórico passado de endocardite, cardiopatia congênita, disfunção valvar pela doença reumática, cardiomiopatia hipertrófica e prolapso valvar mitral com regurgitação) é adotada a profilaxia antibiótica (uso de antibiótico antes de qualquer procedimento que possa sangrar – TABELA 1) como forma de prevenção. Entretanto, o uso de antibióticos (TABELA 2) não garante a não ocorrência da Endocardite. Como em qualquer processo infeccioso, prevenção total é impossível.
– Qual o tratamento?
Para o tratamento é necessária a internação do paciente (pelo menos um mês) para que esse faça uso de antibióticos endovenoso em altas doses.
TABELA 2

Unidade Clínica de Valvulopatia do Instituto do Coração (InCor/HC.FMUSP)
